sábado, 2 de outubro de 2010

- Para reflectir

SANGALHOS: Agrupamento 681
Iniciámos hoje a preparação do arranque de um novo ano escutista. Interessa-nos acima de tudo, sabermos quem somos e ao que vamos. Interessa-nos reflectir! Neste contexto, deixamos-lhe um desafio, - dê aos seus filhos a experiencia de se prepararem para novos desafios...

«(...) O Escutismo, Escola de Educação
O Escutismo mostra hoje grande vigor e dinamismo. Tem conhecido nos últimos anos uma expansão notável e prestado um contributo precioso à educação integral dos jovens. Tornou-se um movimento prestigiado e procurado. Muitos pais desejam introduzir os seus filhos no Escutismo, muitos adolescentes, crianças e jovens se interessam e dedicam a este movimento. O Escutismo, como método de educação, vai de encontro a necessidades hoje sentidas, adapta-se à sensibilidade das novas gerações e apresenta uma pedagogia que mostra a sua eficácia pelos frutos alcançados.
Verificaram-se, entretanto na sociedade, profundas mudanças culturais com reflexos consideráveis no estilo de vida e nos valores dos jovens. Estas mudanças colocam alguns problemas à educação dos mais novos.
Reconhecendo a actualidade dos princípios e valores do Escutismo, desejamos chamar a atenção para as exigências que as novas condições culturais e eclesiais apresentam à acção educativa deste movimento para que, mantendo a fidelidade às orientações do seu fundador Baden-Powell, continue a ser uma escola de educação humana e cristã, de modo a formar pessoas felizes, solidárias e participativas no bem comum, social e eclesial.
Por esta razão, destinamos a presente exortação aos elementos mais responsáveis do Escutismo, a todos os educadores empenhados num projecto de educação global e aos jovens interessados nos verdadeiros valores da vida.
Os jovens estão na idade de construir o futuro e definir um projecto pessoal de vida. Nesta fase de determinação do rumo da existência são influenciados pelos modelos apresentados pelos adultos, pelos valores veiculados pelo ambiente social e pela orientação das instituições educativas. Os jovens da nossa época são muito diferentes entre si consoante as influências que receberam e as opções que fizeram na sua vida.
Ora a influência do ambiente social e cultural é hoje muito complexa e diversificada. Anos atrás, a orientação educativa vinha predominantemente da família, da escola e da Igreja. Nos últimos tempos, porém, a juventude adquiriu maior autonomia face a estas instituições e tornou-se mais dependente da moda, dos grupos, da televisão e do ambiente social. A família, ameaçada pela dispersão, nem sempre se apresenta capaz de transmitir valores e referências éticas. A escola, que se prolonga por um leque etário mais amplo, não resolve completamente a educação moral. A catequese paroquial, só por si, apesar do esforço de renovação, não alcança todos os frutos desejados. A televisão exerce uma influência mais profunda, mas nem sempre positiva.
Variadas análises sociais chamam a atenção para a crise de valores da actual cultura massificada: o hedonismo, o culto do corpo e da aparência exterior, o prevalecer dos direitos individuais sobre os deveres, a tentação do dinheiro fácil, a febre do consumismo, o imediatismo, a tendência para o erotismo e para o luxo. Este ambiente cultural favorece o aparecimento de um tipo de pessoa com algumas características predominantes: a superficialidade, o narcisismo, a frivolidade, o vazio de referências éticas, a contestação da autoridade, a permissividade moral.
De muitos lados se faz ouvir o alerta sobre esta crise de valores, muita gente se preocupa seriamente com o vazio de ideias e de projectos na vida das pessoas, designadamente dos jovens e as consequências negativas que brotam deste vazio. Esta situação parece estar na origem de algumas preocupantes chagas da nossa sociedade: a delinquência juvenil, a violência e a agressivadade, o recurso à droga.
Existem também sinais de esperança. As pessoas em geral, e os jovens de forma especial, mostram-se sensíveis à solidariedade, preocupados com a paz e a justiça; nota-se na geração actual uma maior abertura ao Transcendente e o interesse pela dimensão espiritual; a questão ecológica, a necessidade de um projecto de vida, são hoje preocupações de muita gente; a própria adesão ao movimento escutista manifesta a procura de valores e propostas educativas. Apresentam-se, portanto, possibilidades de educar para os valores humanos e de evangelizar a actual geração. (...)»

In, [EXORTAÇÃO PASTORAL DA CONFERÊNCIA EPISCOPAL SOBRE O ESCUTISMO, ESCOLA DE EDUCAÇÃO

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